Felina

Alta 1,70 cabelos castanhos aloirados, olhos castanhos, 38 anos, 62 Kgs, uma felina - Mas Meiga!

03 March 2006

A MULHER DEPOIS DE ABRIL

Se o 25 de Abril trouxe grandes conquistas para as mulheres, há ainda alguns passos a dar no caminho para a igualdade.

Já não existe desigualdade entre homens e mulheres? Não existem ainda representações tradicionais sobre o papel da mulher? Para a socióloga Isabel Dias, “estas questões não se dissiparam ainda completamente. Ainda vivemos um processo de mudança ao nível das mentalidades e na forma como a própria sociedade representa a mulher na família, na sociedade, na política ou noutro domínio qualquer”.

Esta professora de Sociologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) diz que, “de facto, têm-se vindo a conquistar cada vez mais domínios de intervenção em que as mulheres têm uma presença activa e importante. Mas essa maior intervenção das mulheres na vida social, política e económica não significa que não subsistam representações tradicionais sobre o seu papel”. E adianta que aquilo a que se assiste hoje em dia é a uma “coexistência de representações modernistas sobre a mulher, com representações tradicionalistas”. Mas, “a mudança parece inevitável, pela presença e pela força com que elas estão instaladas no mercado de emprego e pelas consequências a nível familiar, económico e político que isso também tem para a própria sociedade”.

Actualmente, as mulheres constituem uma parte importante da mão-de-obra no mercado de trabalho e, inversamente ao que acontecia no passado, poucas são agora as que ficam em casa. No ano 2000, as mulheres já representavam 45,6% da população activa, o que, é positivo para o género feminino: “As mulheres já representam quase 50% da força de trabalho nacional, têm uma participação activa, trabalham, e isso dá-lhes alguma independência e a capacidade de lutar contra as injustiças. E isso é uma grande vantagem. As mulheres queriam trabalhar.

Quando uma mulher vai para o poder, se é magra é porque é magra, se é gorda é porque é gorda, se é de direita é porque é de direita, se é de esquerda é porque é de esquerda, enfim, tem sempre defeitos. Há sempre muita coisa a apontar-lhe e raramente se valoriza o que elas são capazes de fazer. Espera-se que sejam perfeitas, como se fosse possível que os seres humanos pudessem ser perfeitos”.

3 Comments:

  • At 12:17 PM, Blogger Daniela Mann said…

    Mimi, muito obrigada pela visita e pela honra que me deu em adicionar-me ao seu blog!
    Voltarei sempre que possa, a este seu espaço tão simpático!
    Um beijinho,
    Daniela!

     
  • At 3:49 PM, Anonymous pequenita said…

    lindaaaaaaaaaa brigada pela visitinhaaaaaaaaaa ao meu cantinhuuu :o)
    beijocaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

     
  • At 7:09 PM, Anonymous canzoada said…

    E as mulheres entrara definitivamente nas profissões onde até então só havia gado macho! Tropa, Polícia, Juízas, etc, etc.
    Nas universidades também estão em maioria, são mais aplicadas e mais trabalhadoras. Para nós, homens, e por este andar, qualquer dia só para varrer o chão!

     

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